sábado, 22 de outubro de 2016

'O cau'

Está em êxtase. A mãe comprou-lhe um pijama que tem um 'cau'. Levanta um pé de cada vez e diz 'au, au'.
São coelhos, mas isso agora não interessa nada! Fosse eu criança e também sonhava assim!


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Deixem-nos ser mães*!

* Nota: Estes textos, sendo muitas vezes pessoais e refletindo o que sinto enquanto mãe, podem não o ser! A minha veia investigadora [ahah] leva-me a estar atenta a questões que a maior parte das mães desabafa em surdina, com medo de gritar ao mundo, mas que as sufocam!

Decidi que queria ser mãe muito cedo. Acho que com 20 anos já dizia que estava na altura. Talvez (certamente) não estivesse. Mas o certo é que sabia que esse era um dos meus maiores objetivos de vida. Podia mudar de ideias assim que nascesse o primeiro filho. Não aconteceu. Fui mãe pela primeira vez aos 29 anos [quase 30] e continuo a querer ser mãe. De mais filhos. E pode ser já amanhã. É a minha maior missão de vida. Completa-me. Faz-me infinitamente feliz! 
Tenho 31 anos, um ar de menina, mas a maturidade de quem vive e de desenrasca sozinha desde os 17 anos, o que me tornou muito 'senhora do meu nariz'. Bom por um lado, mau por outro, como tudo na vida! A verdade é que esta personalidade me fez sempre desejar ser mãe por inteiro, com tudo o que isso implica:
- A acumulação de tarefas, a sensação de que está tudo quase a fugir do controlo, mas depois a descarga de adrenalina quando sinto que fui capaz de dominar o caos! Passar roupa (sempre foi, genuinamente, a minha tarefa doméstica preferida), arrumar legos...
- Os gritos, os choros, as gargalhadas (os nossos e dos nossos filhos), a necessidade de controlar emoções.
- Despejar soro fisiológico 'à bruta', limpar ranho, trocar fraldas, dar banho, cheirar cocó, ter a roupa permanentemente suja. 
- Abdicar, por vontade própria, de um almoço, um jantar, de fazer a depilação ou pintar o cabelo, só para ganhar uma hora de abraços, beijinhos, mimos e gargalhadas.
- Ter dúvidas e seguir o nosso instinto, porque sabemos que será sempre o melhor caminho. Quando é necessário, pedem-se conselhos (dispenso os que são dados por livre vontade). Até lá, fazermos o que achamos ser o mais acertado, já é o melhor!

Gosto de viver isto tudo, por opção, por mais ridículo que algumas destas coisas possam parecer para algumas pessoas, porque sempre desejei que assim fosse. Em pleno. Intenso. Para o bom e para o mau. Para que, um dia, não olhe para trás desejando ter aproveitado, ter sentido. Não quero viver na nostalgia de achar que não aproveitei os meus filhos o suficiente. Porque, um dia, sobrar-nos-à tempo. Minutos e segundos que parecerão horas. E teremos tempo para viver as mil e uma coisas que não os incluem. Para já, não quero sentir que deixei que os meus filhos fossem de toda a gente, menos meus. Com tudo a que tenho direito. Até o menos bom. Ou o mau mesmo.
Gosto que sejamos nós, pais, a decidir tudo o que envolva sono, roupas, sapatos, horários, comida, saúde, hábitos, sem ter meio mundo a validar o que fazemos e a pôr em causa o nosso papel de mães. 
Tenho 31 anos, mas muitas certezas. E, se houvessem mães perfeitas, nunca haveriam filhos imperfeitos!
Deixem-nos ser mães! Por inteiro!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Foi mordida!

Na creche. Nas costas. 2 vezes. Tem quatro dentes cravados. Pisou. Fez ferida.
Se me custou? Muito. Até porque nessa noite, quando a tentava deitar, fazia-lhe doer e queria dormir sentada. Mas, nestas coisas, aprendi a ser descomplicada e não ser dada a dramatismos. Chamei a atenção às educadoras. Mas sei que não aconteceu por descuido. Sei que a tratam muito bem, que a adoram. E que ela gosta delas. Sei que podia ter acontecido connosco. Podia ser a nossa a morder outros. Podia acontecer em casa se tivesse mais do que um filho. O segredo é relativizar, embora claro que me custe, porque sou mãe e porque sei que a minha filha é um doce, que se entretém sozinha, que só quer dar abraços e beijinhos a toda a gente e que entende todos os comportamentos dos outros como brincadeiras sem maldade.
Eu: "Sai mesmo à mãe! Eu era uma totinha igual. Deixava que fizessem de mim tudo o que queriam!"
Ele: "Não sai nada ao pai. Eu batia em todos!"
Mãe dele: "Sai mesmo ao pai, deixava que todos lhe batessem!"

[Não sei quem tem razão, só sei que o orgulho masculino é uma coisa muito difícil de engolir!!! Ahahah]

sábado, 15 de outubro de 2016

13 meses de ti (de nós!)...

... quase com uma semana de atraso! Mas como hoje é dia de aniversário cá em casa [o meu!!!], faz sentido na mesma ;)

Com 13 meses:
- Recebeste o batismo!
- Tens a boca cheia de dentes... todos tortos! [ups, que nesta parte bem que podias sair ao teu paizinho e não à mãe!]
- Ainda não andas sozinha. Só agarrada às coisas. Paizinho, consciencializa-te de que não tens uma filha sobre-dotada... bem pelo contrário! Aliás, tens só uma filha normal :) A verdade é que, ou de pé, ou a rastos, não pára um segundo!
- Continuas a comer maravilhosamente bem (com as mãos - javardona), a dormir lindamente 12h, a acordar super bem-disposta e a adorar sair de casa!
- Identificas algumas partes do corpo: sabes onde está a mão, o pé.
- Falas muito 'bebezês', mas algumas palavras já são perfeitamente perceptíveis: 'olá', 'já tá', 'mamã', 'papá', 'cão', 'gato'. Depois há coisas, que por te conhecermos, sabemos o que querem dizer: o 'auau', os 'pes' [peixes], a 'aaaa' [com o ar de satisfação de quem acaba de beber, significa que quer água].
- Andas na fase da adoração ao pai. Papáaaaaa.
- Adoras dar beijinhos e abraços. Com uma meiguice, para lá daquilo que eu imaginei. O que me derrete. Dizem na creche que és a menina mais doce. Efetivamente, é muito raro ouvir-te chorar. Mas as gargalhadas constantes e os sorrisos doces para toda a gente sem exceção são encantadores.
- Também és manhosas, tens os teus 5 minutos de paranço diários e deves andar a treinar a voz quando te lembras de dar um ou outro gritinho histérico.

A verdade é que, apesar de ser justo dizerem que todas as fases são especiais, eu assumo a minha preferência por este período. E continua a ser cada vez mais difícil explicar este amor!


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Batismo!

9 de Outubro.
A ideia inicial era Setembro, mas coincidiria com um casamento que tivemos no fim-de-semana do aniversário dela. Assim sendo, ficou agendado para o dia em que comemorava 13 meses.
E correu lindamente!
Rendemo-nos às pirosices e o padrinho lá lhe ofereceu um vestido de princesa. 
Ela portou-se muito bem e só refilou, ripostando com as mãos, quando o padre lhe tombou três [sim, TRÊS - até eu me passava] conchas de água cheias pela cabeça a baixo.
Como já disse antes, optamos por fazer depois um convívio em casa dos avós e cheguei à conclusão que dá uma trabalheira danada preparar um (mini) evento. Mas confesso que também não sou a pessoa mais criativa e paciente à face da terra. Para que tudo corresse lindamente, temos muitos agradecimentos a fazer:
- Aos padrinhos. Por tudo. À madrinha, em particular, pela disponibilidade em dispensar um Sábado para preparar tudinho, com uma paciência e um bom gosto, que é coisa que não me assiste! Obrigada minha querida, sobretudo porque sei que precisavas de dormir [praxes a quanto obrigas!!!]
- À tia emprestada - Sofia Ribeiro - que também me salvou na elaboração de uma imagem simples e bonita para a lona decorativa do salão. Peçam-me para escrever... agora para fazer montagens, ser criativa, elegante, simples e dominar técnicas de marketing... isso já é mais com a minha Sofi que nunca me deixa mal. Obrigada. De coração!
- À tia Filipa que foi a fotógrafa de serviço e portou-se como uma profissional. Ainda não tenho as fotos todas, mas a avaliar pela meia dúzia de imagens que me enviou fez um brilharete! Obrigada ;)
- Ao tio Bruno e à tia Natália que vieram de propósito de Inglaterra, com todos os esforços que isso implicou. E vieram de sorriso no rosto, com uma felicidade inexplicável. Tínhamos tantas saudades! E só fez sentido assim! Obrigada meus amores!
- Às tias e avós que fizeram sobremesas deliciosas. E me pouparam esse trabalho. Ou despesa!
- A todos os que estiveram presentes, a todos da mesma forma especial. A nossa menina só é uma miúda feliz, por viver assim, num clima de felicidade constante. Pelo amor, pela ternura, pelos beijos, pelos abraços, pelos momentos que cada um de nós partilha com ela.

Que Deus olhe sempre por ti, minha princesa***



Ignorem a minha cara de parva, p.f. que já disse que não tenho fotos decentes ainda, só de amadores! É só para não me perguntarem se fui de camisa de ganga ao batizado da minha filha!!! Era um macacão. De tecido fluído, sim?!

Sim, eu sou daquelas forretas que aproveita os balões da Chicco. Pena não me pagarem a publicidade com fraldas, que dava-me um jeitão!


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Voltei!!

Desculpem, desculpem, desculpem. Isto nunca mais ficará tanto tempo ao abandono. Palavra de honra.
Mas vão perdoar-me, porque tantos dias de ausência têm uma justificação!
Primeiro, uma amigdalite severa que deixou a princesa uma semana de rastos e isso mata-nos. 
Depois, preparar um batizado em casa dá uma trabalheira do caraças. É só o que vos digo.

Para já, ficam só duas fotos para ilustrar. Falarei deste dia especial com mais tempo e dedicação noutro post. Um dia que não foi escolhido ao acaso. 9 de Outubro. Fazia ela 13 meses. Esses 13 meses dos quais também não fiz [ainda] nenhum texto para registar para a posteridade. Falaremos disso amanhã, pode ser? Que estes dias têm sido demasiado curtos, para tudo o que quero fazer. Mas isso é bom! É viver!




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Quando o coração estilhaça...

3ªf, no hospital.
A pequena andava a fazer febre há 4 dias seguidos. No dia em que o pico de febre foi maior e, para despistar, lá fomos ao hospital. Diagnóstico: amigdalite em estado avançadíssimo. Como diz a pediatra: "Esta miúda engana mesmo!" Nunca deixou de comer, de tramelar, de andar de um lado para o outro, de se meter com toda a gente... Nunca nos pareceu uma criança doente e, provavelmente, não fosse a febre constante, nunca nos teríamos apercebido que estava efetivamente doente. Isto para vos dizer que temos mesmo muita sorte. Pelo menos, até agora. [Eu tenho sempre muito medo de apregoar felicidade com receio de agoirar!]

Mas no hospital, estava um outro menino, com um problema muito grave num rim. Ele vomitava de 5 em 5 minutos e a mãe chorava. E, naquele momento, tentamos todos consolá-la de alguma forma, mas não há uma maneira de acalmar uma mãe com um filho doente. E, naquele momento, eu chorei. E tive de me abstrair da conversa e isolar os meus pensamentos noutro local. Foi impossível ficar indiferente. E, naquele momento, o nosso coração estilhaça-se, despedaça-se e nós não temos mais certezas se o conseguimos montar da mesma maneira, sem mazelas. Apeteceu-me tanto abraçá-la e enchê-la de beijos [àquela mãe]. O meu marido ainda lhe conseguiu dizer para ter fé, que Deus olharia por eles. Eu tinha a voz tão embargada que preferi ficar em silêncio.
Eles foram embora da sala de espera e ele pergunta-me em surdina: "Ainda tens a certeza de que queres ter mais filhos? Tenho tanto medo que a sorte não nos bata à porta duas vezes..." E, neste momento, todas as certezas são postas em causa. O coração recompõe-se devagarinho, mas com sequelas. Há momentos na vida em que percebemos [sabemos sempre, mas esquecemo-nos muitas vezes] que temos de agradecer, sempre e tanto, por termos filhos saudáveis...