segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Halloween

Na creche deram a indicação, caso pretendêssemos, para os miúdos levarem algo alusivo ao Halloween, hoje, desde que não fosse demasiado assustador, porque eles são pequeninos! Pensei em algo, mas a ideia brutal [só que não] veio do paizinho:
"Ela pode levar a máscara de Carnaval que eu tenho lá em baixo na garagem!"
- Em primeiro lugar, tenho algumas dúvidas que lhe sirva. 
- Em segundo lugar, não é suficientemente assustadora!!!

[Tentei encontrar uma foto da dita cuja e não encontrei. Como não me apetece ir de propósito à garagem, ficam só com a ideia de que é algo do género - atentem novamente no pormenor 'eles são pequeninos, tem de ser algo pouco assustador'!]


sábado, 29 de outubro de 2016

Carolina: o desenho animado!

Ontem caricaturaram a princesa. Olho para o trabalho (maravilhoso) e imagino-a em modo 'desenho animado'! (Re)apaixonei-me!!


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Os sapatos

Agora que ela começa a dar os primeiros passos, fomos comprar-lhe uns bons sapatinhos. Chegámos e diz o pai à funcionária da loja:
"O que nos aconselha? Mas, atenção, que eu quero uma coisa unisexo!"
A senhora franze as sobrancelhas e ele, percebendo o ar de dúvida, continua: "É que eu já estou a trabalhar para o rapaz e não quero gastar mais 50€ em sapatos!"
A funcionária, ainda com ar embasbacado, diz-lhe: "Pois, mas não sei se sabe que não deve usar os sapatos de umas crianças para as outras. É que se uma tiver alguma deformação nos pés, vai alterar a forma dos sapatos e, quando for calçado por outra criança, já vai estar a condicionar a forma do pé!"

Estamos sempre a aprender!
E não, não estou a pensar engravidar nos próximos dias!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Coisas que me tiram [bastante] do sério! #3

Ouvir 500.000 vezes:

"Vocês não sabem o que é ter um filho. Esta menina não dá trabalho nenhum!"

Esta é daquelas que mais me enerva. Não pela frase em si, mas pelo tom de desdém com que é pronunciada. Andei um ano sem saber o que responder. Até que a minha mãe (que, pela sua ingenuidade e naturalidade, tem poucas teorias acertadas, mas quando as tem...) me disse um destes dias:

"Oh filha, Deus não dorme. Tu também nunca me deste muito trabalho, portanto Ele achou que merecias uma filha assim. Que fosse um amor. Além disso, os filhos são, quase sempre, o reflexo dos pais. Logo, se ela é assim é porque estás a fazer um ótimo trabalho!"

Obrigada mãe <3

Quanto ao facto de ela não dar trabalho nenhum, lamento informar que, apesar de o pai querer a todo o custo uma filha sobredotada, a verdade é que a garota é só uma criança normal, de um ano, com todos os esforços que isso acarreta! Infelizmente ainda não muda a própria fralda, não toma banho sozinha, não anda, não lava nem passa a própria roupa, não cozinha, não me ajuda nas tarefas domésticas e, de vez em quando, ainda faz umas birras jeitosas. Portanto, ide mas é apanhar gambuzinos, que ela não dá trabalho mas é aos outros!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Coisas que me tiram [bastante] do sério! #2

Já falei sobre este assunto aqui, mas percebi que este tema dá pano para mangas e ter apenas um post sobre ele seria extremamente redutor! Vai daí, dou por inaugurada uma nova rubrica 'Coisas que me tiram [bastante] do sério!' E gostava que isto não fosse uma partilha unilateral. Gostava de não me sentir sozinha. Gostava de ver comentários de coisas que vos tiram do sério!

A principal mudança que eu senti desde que fui mãe foi a falta de paciência (não para ela, mas para os outros). Eu sempre tive uma paciência [quase] ilimitada, ouvia tudo, aguentava tudo, permitia tudo. Até que passei a barreira dos 30 e percebi (já vais tarde, dirão alguns de vocês; mas mais vale tarde que nunca) que tenho de me valorizar, que não posso continuar a viver a vida que os outros querem, que eu tenho de ser sempre a pessoa mais importante para mim. Assim sendo, a maternidade reduziu o meu nível de tolerância abaixo de zero. E, devido a isso, não consigo deixar que determinados comentários passem em branco. Mesmo que vos pareçam insignificantes, para mim já ultrapassam o meu nível de paciência! Portanto, ando a treinar as melhores respostas, usando da melhor maneira a minha (terrível) inteligência emocional! Aceito sugestões!

Adoro [not] que me digam:
"Se ela vivesse comigo, a meio da semana já andava!"

Pois, mas vive comigo. E, como eu respeito muito o ritmo da minha filha, ela há-de andar quando quiser! E, provavelmente, será mais tarde, porque ainda por cima - coitada - tem uma mãe badocha, que anda sempre mal das cruzes e não se esforça muito para a treinar. E, para piorar, esta mãe não faz questão nenhuma que ela ande muito depressa, porque isso implica ter de organizar ainda mais a casa e ter de andar sempre a correr atrás dela. Bolas, que raio de mãe lhe foi calhar na rifa!

Já pensei também chegar à creche e dizer às educadoras: 'Se ela estivesse em casa, em vez de estar aqui, a esta altura já andava, suas incompetentes!' Aposto que, com os anos de experiência que têm, já terão respostas à altura, que me serão muito úteis!

Adoro [not] a falta de humildade para reconhecer que os outros são tão capazes como nós!

sábado, 22 de outubro de 2016

'O cau'

Está em êxtase. A mãe comprou-lhe um pijama que tem um 'cau'. Levanta um pé de cada vez e diz 'au, au'.
São coelhos, mas isso agora não interessa nada! Fosse eu criança e também sonhava assim!


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Deixem-nos ser mães*!

* Nota: Estes textos, sendo muitas vezes pessoais e refletindo o que sinto enquanto mãe, podem não o ser! A minha veia investigadora [ahah] leva-me a estar atenta a questões que a maior parte das mães desabafa em surdina, com medo de gritar ao mundo, mas que as sufocam!

Decidi que queria ser mãe muito cedo. Acho que com 20 anos já dizia que estava na altura. Talvez (certamente) não estivesse. Mas o certo é que sabia que esse era um dos meus maiores objetivos de vida. Podia mudar de ideias assim que nascesse o primeiro filho. Não aconteceu. Fui mãe pela primeira vez aos 29 anos [quase 30] e continuo a querer ser mãe. De mais filhos. E pode ser já amanhã. É a minha maior missão de vida. Completa-me. Faz-me infinitamente feliz! 
Tenho 31 anos, um ar de menina, mas a maturidade de quem vive e de desenrasca sozinha desde os 17 anos, o que me tornou muito 'senhora do meu nariz'. Bom por um lado, mau por outro, como tudo na vida! A verdade é que esta personalidade me fez sempre desejar ser mãe por inteiro, com tudo o que isso implica:
- A acumulação de tarefas, a sensação de que está tudo quase a fugir do controlo, mas depois a descarga de adrenalina quando sinto que fui capaz de dominar o caos! Passar roupa (sempre foi, genuinamente, a minha tarefa doméstica preferida), arrumar legos...
- Os gritos, os choros, as gargalhadas (os nossos e dos nossos filhos), a necessidade de controlar emoções.
- Despejar soro fisiológico 'à bruta', limpar ranho, trocar fraldas, dar banho, cheirar cocó, ter a roupa permanentemente suja. 
- Abdicar, por vontade própria, de um almoço, um jantar, de fazer a depilação ou pintar o cabelo, só para ganhar uma hora de abraços, beijinhos, mimos e gargalhadas.
- Ter dúvidas e seguir o nosso instinto, porque sabemos que será sempre o melhor caminho. Quando é necessário, pedem-se conselhos (dispenso os que são dados por livre vontade). Até lá, fazermos o que achamos ser o mais acertado, já é o melhor!

Gosto de viver isto tudo, por opção, por mais ridículo que algumas destas coisas possam parecer para algumas pessoas, porque sempre desejei que assim fosse. Em pleno. Intenso. Para o bom e para o mau. Para que, um dia, não olhe para trás desejando ter aproveitado, ter sentido. Não quero viver na nostalgia de achar que não aproveitei os meus filhos o suficiente. Porque, um dia, sobrar-nos-à tempo. Minutos e segundos que parecerão horas. E teremos tempo para viver as mil e uma coisas que não os incluem. Para já, não quero sentir que deixei que os meus filhos fossem de toda a gente, menos meus. Com tudo a que tenho direito. Até o menos bom. Ou o mau mesmo.
Gosto que sejamos nós, pais, a decidir tudo o que envolva sono, roupas, sapatos, horários, comida, saúde, hábitos, sem ter meio mundo a validar o que fazemos e a pôr em causa o nosso papel de mães. 
Tenho 31 anos, mas muitas certezas. E, se houvessem mães perfeitas, nunca haveriam filhos imperfeitos!
Deixem-nos ser mães! Por inteiro!