sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Sobre o Natal...

Isto anda paradinho há mais tempo do que desejaria, por razões várias. Mas voltemos ao ritmo. Até porque, ano novo, vida igual, se nada em nós mudar! 😅😀

Nunca tive uma relação pacífica com esta época do ano. Mas, desta vez, tinha já em mente um post (que já devia ter saído há alguns dias) sobre a mudança gradual de sentimentos em relação ao Natal, desde que a minha filha nasceu. E este ano vivi o Natal. Montámos a árvore de natal com outro entusiasmo, vimo-la vibrar com as luzinhas e a querer roubar os chocolates. Fomos ao Circo duas vezes. Assistimos ao teatro musical 'O Livro Mágico'. Vibrámos com a abertura dos presentes. E eu fui criança outra vez. E agradeço à minha filha por me ter ajudado a fazer as pazes com o Natal.

Mas, depois... a vida é uma grandessíssima cabra, às vezes. E a lei da compensação é tramada, para o bem e para o mal. E, no dia a seguir, levámos com uma morte inesperada em cima. De alguém querido. Que não sendo minha familiar direta, é como se fosse (porque os dele são meus também!) E lá se vai parte da magia do Natal.

Como diz a minha filha quando não arranja solução para as coisas: 'Paxiênxia. É a bida'!
E a vida é um sopro. No caminho só temos de tentar ser sempre felizes. 💖

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A relação conturbada pai-filha!

De manhã, pai e filha andam sempre às turras! Ou porque ela faz barulho e ele quer dormir... Ou porque ele quer um beijo dela e ela não quer dar... Ou porque ele insiste em abraçá-la e ela se arma em independente...
Hoje de manhã, ele levantou-se primeiro. Quando ela acordou, ele ignorou-a e encheu-me a mim de beijos e abraços. A ciumenta, como de costume, fez beicinho e disse, ternurenta: 'Eu quéle beixinhos'!
Ele, ainda a fazer-se de forte: 'Estás a ver princesa o que é que o pai sente quando tu também não dás beijinhos?'


Pazes feitas. Abraços. Beijos. Mel, muito mel.

Educar pelo exemplo. 
[Aposto que amanhã voltamos à rotina de todos os dias. Ahahah 😂😅😝]

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O Mundo da Carolina #14

Eu, despida, a tomar banho e ela a fazer-me companhia na casa-de-banho, como de costume, porque nem aí consigo estar relaxadinha. De repente, põe o seu ar de espanto e exclama:

'Ah, olha a parrachita da mãe!' [nome que carinhosamente dá ao orgão genital feminino! 🙈😅]

(Eu): 'Sim, é igual à tua!'

(Ela): 'Nhão, nhão. A tua é pêta e a minha é banca!'

[E é assim que uma criança de 2 anos te informa de que tens de tratar da depilação] 😱😅

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Desejos natalícios

Blog que se preze tem, nesta altura do ano, uma lista de sugestões/desejos natalícios. Mesmo que não tenha nada a ver com maternidade! Até porque eu existo e sou pessoa que gosta de receber presentes! 😁😋

Vai daí, 3 coisinhas que podiam vir morar cá para casa (por ordem de preferência!!!):
(Oubiste Pai Natal?)







segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Carolina, a ter premonições desde... 2017

'Mãe, tenho 'michão' [comichão] debaixo do pé!'
[inspeciono e desvalorizo]: 'É só uma borbulha. Calça as sapatilhas que isso já passa quando começares a andar.'
[Visivelmente enervada]: 'NUM PAXA NADA! VOU TÊLE FEBRE!'
😓 😷

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O Mundo do pai da Carolina #3

Ultimamente, dou por mim a berrar demasiado, a julgar demasiado, a criticar demasiado, a castigar demasiado, apressada em demasia... e pus a mão na consciência! [Há fases em que questionamos se a temos - a consciência!]
Desta feita, resolvi apostar nas leituras e testemunhos sobre a parentalidade positiva, seja lá isso o que for. O certo é que quero tornar-me uma mãe mais relaxada, mais atenta, menos nervosa, com mais tempo de qualidade para a minha filha. E precisava de estimulos, de dicas, de exemplos. Tem-me sido útil essa aprendizagem - acredite-se ou não nesta 'história' da parentalidade positiva. O certo é que tem resultado - pelo menos enquanto houver paciência!
Ora bem, e o que é que isto tem a ver com o pai da criança? Pois que, se eu ando mais nervosa e irritadiça do que o normal, ele anda I-N-S-U-P-O-R-T-Á-V-E-L [podem começar com as piadinhas de que isso é falta de sexo, que eu acho que é só fruto de variadíssimas circunstâncias que não vêm ao caso e, pior do que isso, a irritabilidade pega-se, tipo epidemia!]
No meio disto tudo, a única pessoa que sofre é a pipoquinha mais nova que não tem culpa nenhuma dos efeitos colaterais da sociedade louca em que vivemos e que não pediu para vir a este mundo. O que é que eu faço, então, para tentar minimizar os danos? Tendo em conta que o que tenho lido me tem feito muito bem, mando um link (este, mais propriamente: http://mumstheboss.blogspot.pt/2016/04/a-palmada-e-o-castigo-sao-lei-do-menor.html) ao pai da criança, na esperança de que também lhe fosse útil e que, com algum sentido crítico, pudesse ajustar alguns comportamentos. 
Esqueci-me, porém, que há seres que não têm noção de 'meio-termo'; ou é 'oito' ou 'oitenta'. Vai daí, chego a casa, ao fim do dia, e dou com a rapariga toda riscada de caneta, qual árvore de natal enfeitada. E, estupefacta, pergunto-lhe: 'O teu pai viu o que fizeste?' Ela, feliz da vida, mas igualmente admirada, responde: 'Xim, mãe!' Olho para ele de soslaio, desconfiada e ouço, com o som mais zen do mundo: 'Eu agora deixo-a fazer tudo. Não me enviaste um texto a insinuar que ela não podia ser contrariada? Que ela só quer atenção?' [...] 'Anda, filha, vamos comer chocolate, como queres!'

Pai, permuta-se! Interessados contactem-me!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Palavras que podiam tão bem ser minhas! #6


Uau! Que texto tão bom! Leiam até ao fim, sem pressas e saboreando cada sábia palavra!
Caso não tenham tempo ou paciência, ficam aqui alguns trechos:


"Quer dizer então que existem mesmo amores para toda a vida?

Sim, existem. Embora sejam raríssimos porque as pessoas, muitas vezes, desmazelam as relações amorosas e aquilo transforma-se com alguma facilidade numa relação fraterna, o que não é a mesma coisa. Em todo o caso, há ligações absolutamente mágicas. Relações nas quais os casais, em vez de envelhecerem para o amor, renascem permanentemente alimentados por ele.

É fundamental educar para os afetos?
Precisamos de falar do amor e, sobretudo nas escolas, é vital explicar que nenhum amor dura para sempre se não for bem cuidado. Que mais importante do que casar é namorar, porque quando namoramos já casamos um bocadinho.

Também é por amor que tendemos a insistir até à última em relações condenadas?

Não, muitas vezes é por vaidade: como vou assumir um falhanço? Ou por medo: entre estar mal acompanhado ou sozinho, prefiro a companhia, mesmo que ela me adormeça para a vida. É como se o outro nos fosse convertendo na sombra do que somos e não no que somos, de facto – o contrário de termos alguém que se propõe conhecer-nos. E isso é muito inquietante porque, de repente, vamos perdendo em suaves prestações o respeito por nós. Acumulamos essa bruma e desistimos de quem somos, das nossas convicções, até morrermos para a vida. O que, volto a dizer, é diferente de morrer de amor.

Quando começa um divórcio?

Quando não namoramos todos os dias. É facílimo divorciarmo-nos: basta termos muitos compromissos profissionais, muitas preocupações a esse nível, até filhos. Ao contrário do que eles e nós quereríamos, são os filhos quem melhor divorcia os pais, porque depois passamos a vida a tapar a cabeça e a destapar os pés, sempre a correr atrás do prejuízo. Temos a ideia de que existem relações seguras, em relação às quais podemos descontrair, e sem dar conta chegamos ao patamar em que falamos numa linguagem encriptada.

Nós ficamos sossegados, a achar que dissemos o que estávamos a sentir…

… Mas nem paramos cinco minutos para perceber se o outro entendeu o que queríamos dizer. Depois chega uma altura em que um amigo nos pergunta porque não dissemos o que sentíamos e nós desabafamos: «Porque não estou para me chatear.» Começamos a divorciar-nos quando já não estamos para nos chatear. Quando chegamos à célebre frase que já todos dissemos e todos escutámos: «Não lhe disse porque não vale a pena. Ele não ia perceber.»

Em que é que o amor de mãe difere de todos os outros amores?

É mágico. Imagine uma mulher no limite da exaustão, cheia de preocupações, com uma atividade profissional que valha-nos Deus e uma família de origem em que a mãe e a sogra disputam entre si para ver quem sabe mais de bebés, em vez de darem colo à mãe – ninguém dá colo às mães. Se alguém soprar, aquela mãe escangalha-se. E então o seu filho chora, sorri, aninha-se-lhe nos braços, e toda ela se ilumina. É amor de mãe. Mas atenção: há amores maduros que podem ser muito parecidos com isto, daí serem tão raros. E tão absolutamente arrepiantes quando acontecem.


Amar dá muito trabalho, exige tempo, dói. Porém, acho que pecamos sobretudo por não conseguirmos fechar os olhos nos braços da outra pessoa, como faz um bebé no colo da mãe. Nunca vamos amar enquanto não formos capazes de fechar os olhos nos braços de alguém, porque isso é outra forma de dizermos «Sente. Olha para mim, sente-me em ti, pensa por nós.» E não há nada que valha mais a pena."


Leiam tudo, que vale cada minutinho!