quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Em jeito de balanço...

... fui cuscar a lista de desejos que fiz para 2017 e não podia estar mais orgulhosa de mim. Os registos permitem-nos ir percebendo o quanto lutamos pelas nossas ambições. E, a cada ano que passa, descubro em mim uma pessoa mais lutadora, mais forte, mais resiliente, mais insatisfeita, mas simultaneamente mais aguerrida. E concretizei quase tudo. 2017 foi bom. Foi muito bom.
Ora vejamos:
Arranjei um emprego. Objetivo nr. 1 cumprido. Sou feliz aqui. Não antevejo uma grande alavanca profissional, mas tenho uma paz indescritível e impagável.
Digo muitas mais vezes às pessoas que as amo! Estou numa fase de consciência da efemeridade da vida. E tenho aproveitado isso para viver de uma forma muito mais intensa. Pensando muito mais em mim e no que me faz feliz. Sem tanto medo de magoar os outros, para que não me magoe a mim mesma. E ganhei a força necessária para enfrentar os problemas de frente, sem receios, mantendo na minha vida apenas o que me acrescenta valor. Afastando as más energias.
Foi um ano rico em passeios e viagens. Fomos ao Reino Unido, ao México, a Espanha. Fomos ao zoo, à praia, ao circo, ver musicais, ao Perlim. Fomos sempre a 3. Mas namoramos mais também. O primeiro ano de um bebé é muito exigente e em 2016 senti falta deste namoro, mas com o tempo voltamos a ter mais espaço enquanto casal!
O meu irmão voltou para Portugal. Não estava feliz e o nosso país será sempre a nossa casa. Ele cá está e acabaram-se as distâncias!

A Carolina fez 2 anos em 2017 e vê-la crescer saudável, desenrascada e feliz é das melhores coisas que temos na vida. 

Há uma resolução de Ano Novo que fica sempre para depois. É o meu grande ponto fraco: 'Comer melhor e fazer mais exercício físico!' O ano passado ainda comecei. Enquanto estive desempregada esforcei-me à brava e estava a ver resultados. Depois, lá se foi a motivação. Mas lá chegaremos que eu não sou mulher de baixar os braços! 💪😃

Também aconteceram coisas más em 2017 (morreram pessoas muito próximas e foi o meu primeiro contacto com a morte!)

Para 2018, o cliché do costume: saúde, amor, trabalho, paciência, viagens e [quiçá]... um/a irmão/ã para a Carolina 💝

Feliz Ano Novo 🎉

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Sobre o Natal...

Isto anda paradinho há mais tempo do que desejaria, por razões várias. Mas voltemos ao ritmo. Até porque, ano novo, vida igual, se nada em nós mudar! 😅😀

Nunca tive uma relação pacífica com esta época do ano. Mas, desta vez, tinha já em mente um post (que já devia ter saído há alguns dias) sobre a mudança gradual de sentimentos em relação ao Natal, desde que a minha filha nasceu. E este ano vivi o Natal. Montámos a árvore de natal com outro entusiasmo, vimo-la vibrar com as luzinhas e a querer roubar os chocolates. Fomos ao Circo duas vezes. Assistimos ao teatro musical 'O Livro Mágico'. Vibrámos com a abertura dos presentes. E eu fui criança outra vez. E agradeço à minha filha por me ter ajudado a fazer as pazes com o Natal.

Mas, depois... a vida é uma grandessíssima cabra, às vezes. E a lei da compensação é tramada, para o bem e para o mal. E, no dia a seguir, levámos com uma morte inesperada em cima. De alguém querido. Que não sendo minha familiar direta, é como se fosse (porque os dele são meus também!) E lá se vai parte da magia do Natal.

Como diz a minha filha quando não arranja solução para as coisas: 'Paxiênxia. É a bida'!
E a vida é um sopro. No caminho só temos de tentar ser sempre felizes. 💖

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A relação conturbada pai-filha!

De manhã, pai e filha andam sempre às turras! Ou porque ela faz barulho e ele quer dormir... Ou porque ele quer um beijo dela e ela não quer dar... Ou porque ele insiste em abraçá-la e ela se arma em independente...
Hoje de manhã, ele levantou-se primeiro. Quando ela acordou, ele ignorou-a e encheu-me a mim de beijos e abraços. A ciumenta, como de costume, fez beicinho e disse, ternurenta: 'Eu quéle beixinhos'!
Ele, ainda a fazer-se de forte: 'Estás a ver princesa o que é que o pai sente quando tu também não dás beijinhos?'


Pazes feitas. Abraços. Beijos. Mel, muito mel.

Educar pelo exemplo. 
[Aposto que amanhã voltamos à rotina de todos os dias. Ahahah 😂😅😝]

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O Mundo da Carolina #14

Eu, despida, a tomar banho e ela a fazer-me companhia na casa-de-banho, como de costume, porque nem aí consigo estar relaxadinha. De repente, põe o seu ar de espanto e exclama:

'Ah, olha a parrachita da mãe!' [nome que carinhosamente dá ao orgão genital feminino! 🙈😅]

(Eu): 'Sim, é igual à tua!'

(Ela): 'Nhão, nhão. A tua é pêta e a minha é banca!'

[E é assim que uma criança de 2 anos te informa de que tens de tratar da depilação] 😱😅

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Desejos natalícios

Blog que se preze tem, nesta altura do ano, uma lista de sugestões/desejos natalícios. Mesmo que não tenha nada a ver com maternidade! Até porque eu existo e sou pessoa que gosta de receber presentes! 😁😋

Vai daí, 3 coisinhas que podiam vir morar cá para casa (por ordem de preferência!!!):
(Oubiste Pai Natal?)







segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Carolina, a ter premonições desde... 2017

'Mãe, tenho 'michão' [comichão] debaixo do pé!'
[inspeciono e desvalorizo]: 'É só uma borbulha. Calça as sapatilhas que isso já passa quando começares a andar.'
[Visivelmente enervada]: 'NUM PAXA NADA! VOU TÊLE FEBRE!'
😓 😷

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O Mundo do pai da Carolina #3

Ultimamente, dou por mim a berrar demasiado, a julgar demasiado, a criticar demasiado, a castigar demasiado, apressada em demasia... e pus a mão na consciência! [Há fases em que questionamos se a temos - a consciência!]
Desta feita, resolvi apostar nas leituras e testemunhos sobre a parentalidade positiva, seja lá isso o que for. O certo é que quero tornar-me uma mãe mais relaxada, mais atenta, menos nervosa, com mais tempo de qualidade para a minha filha. E precisava de estimulos, de dicas, de exemplos. Tem-me sido útil essa aprendizagem - acredite-se ou não nesta 'história' da parentalidade positiva. O certo é que tem resultado - pelo menos enquanto houver paciência!
Ora bem, e o que é que isto tem a ver com o pai da criança? Pois que, se eu ando mais nervosa e irritadiça do que o normal, ele anda I-N-S-U-P-O-R-T-Á-V-E-L [podem começar com as piadinhas de que isso é falta de sexo, que eu acho que é só fruto de variadíssimas circunstâncias que não vêm ao caso e, pior do que isso, a irritabilidade pega-se, tipo epidemia!]
No meio disto tudo, a única pessoa que sofre é a pipoquinha mais nova que não tem culpa nenhuma dos efeitos colaterais da sociedade louca em que vivemos e que não pediu para vir a este mundo. O que é que eu faço, então, para tentar minimizar os danos? Tendo em conta que o que tenho lido me tem feito muito bem, mando um link (este, mais propriamente: http://mumstheboss.blogspot.pt/2016/04/a-palmada-e-o-castigo-sao-lei-do-menor.html) ao pai da criança, na esperança de que também lhe fosse útil e que, com algum sentido crítico, pudesse ajustar alguns comportamentos. 
Esqueci-me, porém, que há seres que não têm noção de 'meio-termo'; ou é 'oito' ou 'oitenta'. Vai daí, chego a casa, ao fim do dia, e dou com a rapariga toda riscada de caneta, qual árvore de natal enfeitada. E, estupefacta, pergunto-lhe: 'O teu pai viu o que fizeste?' Ela, feliz da vida, mas igualmente admirada, responde: 'Xim, mãe!' Olho para ele de soslaio, desconfiada e ouço, com o som mais zen do mundo: 'Eu agora deixo-a fazer tudo. Não me enviaste um texto a insinuar que ela não podia ser contrariada? Que ela só quer atenção?' [...] 'Anda, filha, vamos comer chocolate, como queres!'

Pai, permuta-se! Interessados contactem-me!